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Pensei, mais cedo, que não ia dar continuidade a essa atividade. Já ia desistindo no segundo dia. Mas, como a pessoa extremamente influenciável que sou, acabei encontrando ânimo depois de ver os últimos episódios de Californication. Que terminou bem, por sinal. Não ao tentar dar um desfecho pro Hank e sua musa (porque isso é praticamente impossível em se tratando do cara), mas ao terminar com o pessoal curtindo o tempo com aqueles que gostam. E, claro, homenageou muito bem toda a série, que no fim é apenas sobre um homem, sua identidade, e seus relacionamentos.
Foi bacana o personagem do produtor ser interpretado pelo ator de Sopranos. O Levon, de tão bizarro e inconveniente, acaba sendo divertido e marcante. Nunca vi a Heather Graham, que é figurinha em vários filmes, tão bem. Sentiremos saudades do covarde e leal Runkle.
Das poucas séries que vi até o final, nenhuma me deixou tão satisfeito depois do último episódio como essa. Já já volto a rever as duas primeiras temporadas, que são as melhores. De lição aprendida com o espirituoso Hank Moody fica a de que seguir os instintos, se deixar levar, é uma boa receita para uma vida cheia de acontecimentos memoráveis.
Mas e sobre identidade? Como um cara tão influenciável, romântico e sonhador como eu consegue definir um modo de agir com tantos interesses divergentes e efêmeros?
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