sábado, 20 de dezembro de 2014

Wild Heart

Como uma boa música pode influenciar as melhores atitudes. Os melhores sentimentos.
Muito ajuda uma boa música.
E com uma alma confusa e sempre precisando de socorro, um bom som sempre vem em boa hora. Pra fortalecer a alma. A mente.
E o que quer que seja, mas não se descreva.



Tem um chamado. Algo que te faz buscar no mais fundo.
Que você sabe que ao encontrar, logo de novo vai perder.
E a busca incessante, de alívio e sentido, na verdade só traz alguns bons momentos.
Mas de significado eterno e inalienável.
A harmonia te faz levantar
A melodia voar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sobre esforço e as Leis de Newton


Um corpo parado tende a permanecer parado. Um corpo em movimento tende a permanecer em movimento.

E como é difícil contrariar essas duas leis da natureza. Um esforço muito grande é necessário. Depois de alguns dias em total repouso, tive que, de maneira já bem atrasada, quebrar a inércia. E no início queria por todos os motivos estúpidos e fracos voltar para o repouso. Mas depois de um momento já acostumado com o movimento o desejo era naturalmente o contrário: queria muito permanecer em movimento. E uma certa produtividade se despertou. E uma infinidade de ideias positivas.

O importante é a constatação da força da natureza do ser. E como usá-la em benefício próprio. Quando muito tempo parado, fazer um esforço continuo e gradativo para se movimentar. E depois de algum tempo em movimento, se alguma frustração vier, não voltar a ficar parado de súbito. Mas tentar outras atividades que reabasteçam a energia.

Aos poucos se entende. E se entende, se aprende, a partir de experiências. Por isso faça, não importa o que. Não importa como.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O honesto mas presunçoso rapaz

O mais honesto que ele conseguir.

Sem nenhuma preocupação com audiência, estética, ou algo do tipo.

Só com a consciência de que qualquer coisa que tenha escrito vai flutuar livremente pela rede. Mesmo que seja muito difícil que qualquer pessoa acidentalmente se depare com esse blog. E mesmo sendo extremamente difícil que tal pessoa venha a se interessar por qualquer coisa que ler aqui.

Não vai entender. Vai no máximo decifrar sendo de um lunático presunçoso.

Segundo / Californication

They don't write, they blog.


Pensei, mais cedo, que não ia dar continuidade a essa atividade. Já ia desistindo no segundo dia. Mas, como a pessoa extremamente influenciável que sou, acabei encontrando ânimo depois de ver os últimos episódios de Californication. Que terminou bem, por sinal. Não ao tentar dar um desfecho pro Hank e sua musa (porque isso é praticamente impossível em se tratando do cara), mas ao terminar com o pessoal curtindo o tempo com aqueles que gostam. E, claro, homenageou muito bem toda a série, que no fim é apenas sobre um homem, sua identidade, e seus relacionamentos.

Foi bacana o personagem do produtor ser interpretado pelo ator de Sopranos. O Levon, de tão bizarro e inconveniente, acaba sendo divertido e marcante. Nunca vi a Heather Graham, que é figurinha em vários filmes, tão bem. Sentiremos saudades do covarde e leal Runkle.

Das poucas séries que vi até o final, nenhuma me deixou tão satisfeito depois do último episódio como essa. Já já volto a rever as duas primeiras temporadas, que são as melhores. De lição aprendida com o espirituoso Hank Moody fica a de que seguir os instintos, se deixar levar, é uma boa receita para uma vida cheia de acontecimentos memoráveis.


Mas e sobre identidade? Como um cara tão influenciável, romântico e sonhador como eu consegue definir um modo de agir com tantos interesses divergentes e efêmeros?